sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A CULTURA E O CARTEIRO DE REGINALDO FARIA



"A nossa cultura está se esvaindo, está indo para o bueiro. Na música popular, o refrão é mais importante do que a letra. Hoje você fica vendo um monte de besteira porque as pessoas não têm imaginação nenhuma, não têm criatividade. Você vai se perdendo dentro desse esvaziamento cultural, inclusive no cinema brasileiro."
Reginaldo Faria
Em Gramado, ator exibe 'O Carteiro',
seu novo filme como cineasta
em  12/08//2011 

A declaração de Reginaldo Faria, acima, retrata a indignação de todos os que, preocupados com a evolução nefasta de novos tempos em que tudo que, entendido como politicamente correto, expressão já obsoleta, mas que retrata que, hoje determinados valores são permitidos, em detrimento de uma saudável evolução da cultura, onde a pressa da comunicação rápida negligencia o acuramento do pensamento e da concretização da imaginação na busca da criatividade, como se tudo já foi criado e não há mais nada a fazer. As novas tendências privilegiam a mediocridade usada, mais e mais, pelos meios midiáticos, decaindo na vulgaridade aplaudida pela sociedade que, degenerativamente se entrega aos meios de comunicação rápida e barata.
Nossa sociedade, hoje, recorre a meios que antecipam de forma criminosa os acontecimentos e eventos. Cultuamos, nisso me incluo de certa maneira, o que ainda vai acontecer.
O jornalismo barato de mostras da criminalidade efêmera do dia-a-dia, quando amanhã tudo já passou e surgirão novas mostras dos mesmos nefastos fatos que aconteceram, com diferentes personagens, numa eterna repetição. Seqüestros de passageiros em coletivos nas grandes capitais; recém-nascidos despejados em latas de lixo e margens de valas; a celebridade que morreu por uso de drogas ou aquela que descobriu ter uma enfermidade nociva; a constante luta entre polícia e bandido, apreensão de toneladas de drogas aqui e acolá; os escândalos políticos oriundos de estrelatos partidários;  a disputa nos torneios circenses de futebol que inflamam as opiniões do povão; a valorização de maus costumes sob o pretexto de sociedade igualitária, sem verdadeiramente combater as questões sociais, equalizando a Humanidade de forma sensata e verdadeiramente racional e justa,  enfim, a veneração a tudo que não nos conduz a nada, a não ser o culto ao vulgar e ao banal. Daí, o que podemos fazer para que as nossas novas gerações se voltem para a edificação de valores saudáveis e produtivos para a nossa sociedade?
O Reginaldo está certo!

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